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Versão rasca do blogue cento e um. De 26 de Fevereiro de 2004 a 04 de Fevereiro de 2007.

Este blogue renovou-se, começando uma nova caminhada, de zero. Ao contrário do maradona, tenho demasiada nostalgia para mandar tudo regularmente por água abaixo, portanto criei este arquivo. Estão aqui todos os postes. Desde o início. Façam favor de vasculhar, seus viciados!

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quinta-feira, 18 de março de 2004

Coisas da vida: a escova de dentes!

Foi efectivamente hoje de manhã, cruzando (por inadvertência) este objecto bastante estranho, que senti o desejo de detalhar este curioso animal imóvel. Constituido de pelos duros e de um corpo em plástico, este animal gosta de passar a vida a "fare niente" perto do lavatório da casa de banho. Provávelmente à procura de um ou uma parceiro(a) na ideia de se acasalar alegremente, o grito da escova de dentes é bastante inaudível. Temos que nos aproximar muito para ouvir o pequeno "scri scri" que podermos fácilmente ouvir munidos do estetoscópio roubado a um simpático doutor que nos diagnosticou o câncro dos dentes.

A utilidade da escova de dentes é dada no seu nome, que é aliás tão bonita como um agricultor finlandês. Com este objecto bastante anedótico, essencialmente na vida dos rapazes que se levantam já com 10 minutos de atraso para ir para o trabalho, exercemos uma pressão graças aos pelos sobre os objectos que o ajudam a trincar as sandes ao meio-dia, ou seja... os dentes, na ideia de extrair toda a porcaria das ferramentas incisivas, como por exemplo uma folhinha de alface ou um bocado de fiambre preso là no fundo da boca.

O uso da escova de dentes pode fazer-se em vários tempos, como no passado (escovei os dentes há 10 dias), no futuro (se tiver tempo, escovarei os dentes na próxima semana) ou no condicional (escovaria os dentes se não tivesse uma inflamação), ou então com um dentífrico. Este último só tem uma utilidade, mas algo importante, sobretudo se tiver um(a) namorado(a): tira o hálito bem forte que pode ter depois de uma overdose de cigaros, de whisky ou de... alho.

Se morar sozinho, e se as únicas pessoas que cruzar durante o dia forem o seu gato, os seus colegas, o buralista e a padeira, não precisa deste ingrediente tão inútil como a avó do vizinho que era campeã de corrida em cadeira sobre rodas com o seu infeliz acidente nas escadas do seu lar de idosos. Efectivamente, três pisos de uma só vez acalmaram um pouco a sua vontade de vitória nas 24 horas da pensão de flores lilás. Mas já estou a fugir ao assunto...

Se for um incondicional do mosaico frio e do banho de chuveiro sempre mal regulado, seguramente já ouviu falar da gargarização. Esta atitude pouco digna e pouco invejável dos nosss amigos chimpanzés consiste em colocar liquido (água, de preferência) no fundo da boca para fazer graaaoooo do fundo da garganta.

Pronto, acho que demos grosseiramente a volta a este aspecto essencial para algúns (os escovófilos) e anedótico para outros (os escovófobos, claro).

Da próxima vez que cruzar a coisa na casa de banho, não faça de contas que não a conhece, isso seria pouco amigável da sua parte para com um objecto que não tem como vontade primeira a agressão do ser humano, ao contrário do micro-ondas.